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Dificuldades em hospitais públicos voltam a provocar debate no Plenário

A situação dos hospitais públicos estaduais voltou a ser tema de discussões na Alepe nesta quarta (13). O deputado Álvaro Porto (PTB), que levantou o assunto no Plenário, cobrou providências do Governo do Estado e sugeriu alternativas para que as unidades de saúde possam ter mais recursos à disposição. Líder do Governo, Isaltino Nascimento (PSB) disse que os problemas têm relação com a concentração de recursos pela União. Já Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB), que lidera a bancada de Oposição, acusou os governistas de tentar minimizar problemas graves: “Falta respeito com os pernambucanos”, acredita. Álvaro Porto informou que, pela manhã, funcionários do gabinete dele realizaram a entrega de dez cadeiras de banho para os hospitais Getúlio Vargas e Otávio de Freitas, ambos no Recife. Os deputados oposicionistas haviam detectado, em visitas às unidades de saúde, a falta desses equipamentos. “Os servidores agradeceram a doação e aproveitaram para pedir batas para o bloco cirúrgico, porque os pacientes estão sendo operados sem as indumentárias adequadas para garantir a higiene”, descreveu. “Estamos agora providenciando a aquisição 50 kits de lençóis, também para serem entregues aos hospitais”, comunicou. O parlamentar sugeriu que o Governo do Estado estude uma forma de viabilizar doações de particulares para órgãos públicos. “Se não for possível, reforço o pedido de que pelo menos o dinheiro das emendas parlamentares direcionadas para os hospitais seja liberado”, afirmou. Isaltino Nascimento argumentou que os custos da saúde pública são muito elevados para os Estados, os quais, mesmo gastando mais do que seriam obrigados constitucionalmente, não contam com meios suficientes para garantir o atendimento adequado à população. “No Nordeste, Pernambuco é o que mais investe em saúde, mas a participação do Governo Federal no custeio cai ano após ano”, apontou. “Temos novos hospitais, unidades de pronto atendimento, atendimento especializado e, mesmo assim, nos últimos dez anos, a participação da União caiu de 47% para 33% no custeio da saúde pernambucana”, observou o líder do Governo, citando também o aumento do desemprego como um dos fatores que tem aumentado a demanda pelos serviços públicos de saúde. Marco Aurélio Meu Amigo parabenizou Álvaro Porto pela iniciativa de doar cadeiras de banho aos hospitais. “Vossa Excelência está fazendo o que o governador e seus secretários deveriam ter feito. Essa atitude serve de exemplo”, acredita. Em resposta a Nascimento,  o líder da Oposição criticou o Governo por “tentar minimizar problemas sérios”, como a ausência de estrutura para receber pacientes com tuberculose (que ficam nos mesmos espaços que os demais), a falta de lençóis e a existência de ratos, baratas e escorpiões em setores dos hospitais. “Temos uma saúde que não funciona, e os governistas vêm com essa conversa de pôr a culpa no Governo Federal. O que falta é respeito pelos pernambucanos”, afirmou.
13/03/2019 (00:00)
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