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William Brigido defende jornada menor e reajuste para enfermeiros

A reivindicação de enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem pela redução da jornada, aumento do piso e reajuste salarial da categoria em Pernambuco foi apoiada pelo deputado William Brigido (PRB), no Grande Expediente desta terça (14). O parlamentar saudou a manifestação do Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco (Seepe) nas galerias da Alepe, realizada após passeata que começou na Praça do Derby até chegar à sede do Legislativo. A categoria demanda redução da jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais. “Mas, além disso, é preciso que os enfermeiros tenham um piso salarial digno. Em uma das visitas que fizemos aos hospitais estaduais, vimos que o contracheque de um técnico de enfermagem era de R$ 774”, relatou Brigido. “Pude observar o quanto é valoroso o trabalho dos enfermeiros. Vocês trabalham como se estivessem numa guerra e precisam ter mais qualidade de vida”, considerou o parlamentar do PRB, que solicitou ao Governo do Estado que ouça as reivindicações. Segundo ele, a categoria está há 13 anos sem reajuste salarial. “Pernambuco tem o pior salário do Brasil para os enfermeiros”, completou. Vários deputados manifestaram apoio aos pleitos da categoria em apartes. Clarissa Tercio (PSC) destacou a pauta de reivindicação do Seepe, que também inclui a formalização do contrato de trabalho dos plantonistas extras e posterior concurso público para essas vagas, eleição interna de dirigentes das unidades de saúde, infraestrutura mínima de trabalho e garantia de aposentadoria decente. “Os enfermeiros têm sofrido uma forte carga emocional, uma vez que têm de decidir qual paciente vai morrer ou viver em hospitais superlotados”, destacou a parlamentar. Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL), cobrou ao Poder Executivo que envie um projeto de lei atendendo à pauta dos profissionais. “O Governo não deve emendar as propostas da categoria”, sugeriu a deputada, presidente da Comissão de Cidadania. O colegiado realizará audiência pública conjunta com a Comissão de Saúde sobre o tema no dia 18 de junho. A necessidade de um horário diferenciado para os enfermeiros também foi defendida pela Delegada Gleide Ângelo (PSB). “A realidade deles é muito parecida com a dos policiais: somos profissionais que não podemos errar, pois qualquer erro pode tirar a vida de uma pessoa”, salientou. “E, no caso da enfermagem, trata-se de uma categoria que tem predominância de mulheres, que enfrentam a dupla jornada com o trabalho doméstico.” Joel da Harpa (PP) comentou que “o Governo tem uma deficiência muito grande na capacidade de dialogar”. João Paulo (PCdoB) pontuou que uma das pautas de reivindicação é a aposentadoria especial para os profissionais de enfermagem. “O nosso atual presidente apoiou a Reforma Trabalhista, que está sendo o pior prejuízo jamais visto pela classe trabalhadora, e a atual Reforma da Previdência”, enfatizou. “Por outro lado, o Governo Estadual tem feito o que pôde para atender a essas demandas.” O protesto dos enfermeiros também foi endossado pelos deputados Teresa Leitão (PT), Dulcicleide Amorim (PT), Antonio Fernando (PSC) e José Queiroz (PDT).
14/05/2019 (00:00)
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